guia michelin

O Guia Michelin é o mais respeitado guia da gastronomia mundial. Nenhuma novidade, certo? Mas por que diabos uma fabricante de pneus se tornou referência dos melhores restaurantes do nosso planeta? Vamos desvendar esse mistério!

O Guia Michelin

Idealizado por André e Édouard Michelin, o famoso guia nasceu com o objetivo de auxiliar as pessoas que faziam viagens de carro pelas estradas francesas do início do século XX. Além da dificuldade com estradas mal sinalizadas e percursos longos, a indústria automotiva ainda engatinhava.

Os irmãos Michelin acreditavam em um futuro promissor e, dispostos a contribuir para esse crescimento, desenvolveram um guia vermelho, com 400 páginas e uma infinidade de informações práticas sobre veículos, que era distribuído gratuitamente aos motoristas. Nada mais era do que uma ação de marketing e não tinha nada a ver com restaurantes. Só que guia deu certo, trazendo a solução para dúvidas corriqueiras do tipo: “como trocar o pneu?”, “onde abastecer?”, “onde dormir e comer?”. Foi aí que eles começaram a avaliar os restaurantes e hotéis que indicavam, e assim o guia começou a ganhar forma, fama e respeito.

Hoje o Guia Michelin é responsável por evidenciar novas tendências e reconhecer chefs e estabelecimentos que sonham em conquistar fama internacional. Eles visitam mais de 45 mil estabelecimentos reunidos pelo mundo e estão presentes em 28 países de 4 continentes.

No Brasil, o Guia Michelin só avalia os restaurantes do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Mas como essas escolhas são feitas e quem são os jurados?

Bom, esse é o emprego que qualquer amante da boa gastronomia gostaria de ter (e falo por mim também). Mas a seleção não é fácil, dá uma olhada nas características requisitadas para o júri:

  • Ser especialista dos ramos hoteleiro e gastronômico, com formação acadêmica específica nessas áreas;
  • Não possuir vínculo empregatício com outras empresas;
  • Disposição para percorrer em média 30.000 km ao ano, consumindo cerca de 250 refeições e se hospedando em aproximadamente 160 hotéis em qualquer parte do mundo, tudo isso de forma anônima.

Ufa! Um tanto complicado, não?

Uma vez escolhidos, os jurados avaliam os restaurantes sob cinco quesitos: personalidade da cozinha, técnica de preparo e cozimento, harmonização de sabores, relação preço/qualidade e regularidade. Por isso não é nada fácil pertencer a este seleto grupo de detentores de “Estrelas Michelin”. Entre os colecionadores de estrelas estão nomes como Paul Bocuse, Allan Ducasse, Massimo Bottura, Alex Atala e Geovane Carneiro. Só fera!

E aí? Você acharia mais interessante ganhar uma Estrela Michelin ou trabalhar conhecendo os melhores restaurantes do mundo?

Por Roberta Morgado, chef no Cretino’s Food

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