Recebemos frequentemente mensagens de pessoas que querem saber mais como surgiu a ideia do maior clube de gastronomia do Brasil. Por isso, pedimos para o Guilherme, co-fundador e nosso atual CEO, para contar um pouco dessa história e falar do nosso propósito. Dá só uma olhada!

 

“Em outubro de 2011 fui abordado pelo Fabrizio (um amigo meu de colégio) no Facebook: “E aí, fera, beleza?”. Provavelmente assim começou a conversa.

Ele estava fazendo um mestrado em Copenhague, na Dinamarca, e eu ajudando na recuperação do meu pai, que tinha acabado de fazer 4 pontes de safena. Aquilo tudo estava mexendo pra caramba comigo e pensava bastante o que poderia fazer da minha vida. Mais do que nunca queria construir algo de que meu pai se orgulhasse, algo em conjunto com ele: um legado. Na época chegamos a avaliar começarmos um negócio juntos, mas ele acabou não acontecendo. Assim, vi na mensagem do Fabrizio a oportunidade da minha vida.

Fabrizio (a esquerda) e Guilherme (a direita)

Fabrizio (à esquerda) e Guilherme (à direita)

Quando tudo começou, o que me chamou a atenção no sonho ChefsClub (ainda sem nome naqueles dias) foi:

1- O Fabrizio sempre foi um amigo daqueles “cabeçudos”. Esse cara é muito bom.

2- Isso tem mercado. Pode dar um bom dinheiro.

3- Eu sempre fui gordo e amei comer!

4- A ideia envolve vender/convencer os restaurantes. Eu desde cedo fui um cara chato-convincente e já tinha tido alguma experiência com ótimos chefes em vendas. Acho que me viro nisso.

Eu não tinha noção ainda do que o nosso negócio representaria. Eu não tinha consciência do que tínhamos nascido para ser. Foi mais uma decisão impulsiva que me fez mergulhar automaticamente na ideia e, desde o fim de 2011, não ficar 1 dia sem acordar e dormir pensando no ChefsClub. Não teve aquele sonho bonitão.

Passada a euforia inicial de ser “startupeiro”, foram uns 2 anos ouvindo todo tipo de “não”, colocando realmente o negócio de pé e validando a ideia. Só depois eu fui começar a entender o que estávamos construindo e o que ainda vamos desenvolver.

Após incontáveis horas dentro de restaurantes conversando com donos, gerentes e garçons, eu entendi o quão difícil era manter este negócio de pé. Sem exagero, vejo que é um negócios mais difíceis de todos. Mão-de-obra difícil, insumos perecíveis, custos fixos altos para conseguir estar em um bom ponto, inovar no cardápio ou manter “o que já vende”, abrir ou fechar no almoço, atrair clientes de forma contínua etc. É muita variável difícil demais de gerir.

E aí começamos a levar clientes a eles, e crescendo a cada mês, seja numa segunda-feira à noite “morta” ou num almoço de quarta que ficava vazio… Começávamos a levar clientes novos, inclusive novos de idade, para casas tidas como “velhas”, e a fazer esses clientes voltarem durante o ano inteiro.

Eu já falei que sou apaixonado por comer e sou apaixonado por restaurantes. Quando “caiu a ficha” que estávamos ajudando muito essa minha paixão a se manter viva, eu comecei a entender melhor uma parte da nossa “missão na terra”. Fazemos com que muitos empreendedores de gastronomia faturem mais com nossos clientes, inúmeros garçons ganhem mais com taxas de serviço, vários cozinheiros preparem mais pratos… Ou seja, fazemos a “roda girar” mais rápido e continuamente.

Hoje, considerando nossa base de parceiros, são mais de 40 mil pessoas impactadas mensalmente pelo ChefsClub. Um lado do ChefsClub nasceu para isso: AJUDAR OS RESTAURANTES!

Outro dia estava em São Paulo conversando com o gerente de um restaurante de que sou fã. Pergunto: “Como está a casa? O ChefsClub tem ajudado?”.

E aí vem a resposta: “Meu amigo, sem esse aplicativo não “virava” não. Vem muito cliente e vocês são indispensáveis”.

Temos que levar clientes, fazer eles voltarem, ajudar na gestão, na divulgação das marcas. Temos que ser O PARCEIRO para o restaurantes. Nascemos para isso. Viveremos para que isso seja mais e mais forte.

Por outro lado, o meu entendimento do que representávamos para os assinantes foi bem mais rápido. Na realidade, foi quando “inauguramos” oficialmente o ChefsClub.

Estávamos em meados de 2012, numa quarta à noite. Eu e dois outros sócios (Vicente e Daniel, esse último dinamarquês) usamos pela primeira vez o desconto num rodízio japonês em Botafogo, Rio. O Daniel, que estava pela primeira vez no Brasil, não era muito familiar com o conceito de “coma o quanto de comida japonesa você quiser”. E o cara é um quase ogro escandinavo, ele come MUITO peixe e talvez coma um hambúrguer depois.

Enquanto comíamos, o Daniel estava tão enfeitiçado com a quantidade ininterrupta de sashimis e hot filadélfias (coisa nossa, difícil achar em outro lugar do mundo) que esqueceu que estávamos ali para usar/testar o ChefsClub.

Quando a conta chegou, o Daniel ficou chocado: “Nós vamos dar desconto aqui?! Isso é real?!” Sim! É “isso” que acabamos de lançar. Restaurantes incríveis com descontos igualmente maravilhosos. Aí eu pensei: “Caraca, imagina essa experiência do Daniel multiplicada por mil! Imagina multiplicada por milhões!”

Estava claro o outro lado: VAMOS FAZER AS PESSOAS SAÍREM MAIS PARA TEREM EXPERIÊNCIAS GASTRONÔMICAS.

Guilherme (Guiso), CEO do ChefsClub na época em que tínhamos cartão do Clube

Guilherme (Guiso), CEO do ChefsClub na época em que tínhamos cartão do Clube

A gente possibilita que você troque aquela combalida lasanha congelada por uma conta muito mais acessível num super restaurante tailandês. A gente faz com que você peça um vinho a mais ou se permita comer uma sobremesa. A gente está o tempo todo propiciando um monte de momentos inesquecíveis. Sempre quando pensarem em sair pra comer, as pessoas podem lembrar da gente. A gente está aqui pra facilitar que elas tenham mais e mais experiências gastronômicas. A gente estará sempre cadastrando muitos restaurantes com benefícios e facilitando as experiências e as escolhas, com um serviço delicioso.

Este texto todo tenta representar um pouco do que eu sinto. A felicidade que eu tenho quando alguém me conta que comeu uma carne sensacional, que tudo funcionou bem e ainda pôde pagar um pouco menos por isso.

O orgulho e sentimento de dever cumprido que eu sinto quando ouço o gerente aqui citado falando que sem a gente o negócio dele talvez fechasse. Esse texto tenta representar o que acredito piamente ser nosso compromisso com esse mundão: AJUDAR OS RESTAURANTES e TER BENEFÍCIOS PARA FAZER AS PESSOAS SAÍREM MAIS PRA COMER EM LUGARES INCRÍVEIS.

Se todo dia evoluirmos nisso, estaremos cumprindo a nossa missão.

E missão dada, parceiros (tanto restaurante como cliente), é missão cumprida.

Abraços e bom apetite.”

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